• Alexandre Luzzi

Pés Que Conduzem Nosso Caminhar


“Este é um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade” (Neil Armstrong)


O Pilates é um método de condicionamento físico e mental. Joseph Pilates definia o conceito de condicionamento físico da seguinte forma:


É a obtenção e manutenção de um corpo uniformemente desenvolvido com uma mente poderosa, capaz de realizar de forma natural, com facilidade e satisfatoriamente, as mais variadas tarefas diárias, com prazer e entusiasmo” (Pilates, 1945)


Nada é mais básico e cotidiano do que o hábito de caminhar, habilidade motora primária extremamente importante para nossa autonomia e para nossa saúde física e mental. Quando lançamos um olhar mais atento sobre essa habilidade básica percebemos que para a conquista de um gesto motor eficiente e funcional algumas condições fisiológicas são fundamentais.


Para que o mecanismo do caminhar trabalhe com precisão, é necessário ter um alinhamento corporal adequado, uma boa mobilidade da articulação do tornozelo, favorecendo o deslocamento da tíbia para a frente, e, principalmente um pé com arcos funcionais (fig. 1). O pé tem de estar preparado para funcionar como uma ventosa, tanto para receber o apoio como para pressionar o chão.


Poderíamos ficar aqui falando sobre muitos outros aspectos que influenciariam um bom caminhar, no entanto, no momento, vamos nos debruçar sobre a seguinte questão: como exatamente o método Pilates pode ajudar as pessoas no sentido de organizar um pé mais eficiente e funcional para o caminhar?


Ora, todos sabemos que Joseph Pilates tinha uma preocupação com os pés de seus alunos, não à toa, seu primeiro equipamento foi construído em 1923 e chamava-se FOOTCORRECTOR (fig. 2) Este equipamento, apesar de ser de grande valia e ter uma importância histórica muito grande dentro do método, é muito pouco conhecido e utilizado na maioria dos estúdios de Pilates pelo Brasil. Sendo assim irei dar uma outra opção de trabalho, bem mais simples e acessível. Acompanhe o vídeo:


https://youtu.be/6v7d-fp5ecY


Dica 1 – Lembre-se que o foco é a organização dos arcos do pé, não acentue demasiadamente os flexores dos dedos para realização deste exercício.

Dica 2 – Faça com que seu aluno se conscientize de organizar uma sutil rotação externa da cabeça do fêmur, em oposição à rotação interna da tíbia dando um bom ponto fixo para a contração dos tibiais e fibulares.

Dica 3 – Faça seu aluno associar trabalho de pés, com organização de quadril, bacia e tronco, acionando power house para manutenção da postura.Lembre-se sempre:


"Valorize o simples e ensine com inteligência!"

Boa prática!


AlexLuzzi


Fig.1 e fig.2





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